Trump baixa decreto para rebatizar inteligência artificial como superinteligência
Ordem executiva proíbe órgãos federais dos Estados Unidos de usar a sigla AI e adota o termo super intelligence, movimento que divide o setor e atropela convenções técnicas.
Por que importa. A imposição do termo afeta documentos oficiais e regulações nos Estados Unidos, mas cria confusão técnica para quem constrói produtos ao nivelar automações cotidianas ao conceito de sistemas além da capacidade humana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para tentar banir o uso do termo inteligência artificial (AI) na administração pública federal, determinando a substituição pelo termo super intelligence (SI). A postura contra o vocabulário tradicional foi reforçada quando Trump declarou publicamente que a Casa Branca passa a considerar como inimigo qualquer pessoa que insistir no termo antigo em vez da nova denominação.
Mudança em agências e apoio de executivos
A mudança já começou a atingir agências governamentais e documentos oficiais, segundo apuração do The Verge. O antigo órgão de padrões para o setor foi renomeado para Center for Advancing Innovation and Standards for Super Intelligence (CAISSI), enquanto comunicados do Departamento de Justiça passaram a enquadrar casos de automação comum como fraudes assistidas por superinteligência.
Ao mesmo tempo, grandes nomes da tecnologia apoiaram o novo vocabulário. Elon Musk prometeu alterar o nome da divisão SpaceXAI para SpaceXSI, Jensen Huang passou a adotar a fórmula e Sam Altman elogiou a iniciativa, embora tenha adiantado que a OpenAI não alterará a sua marca institucional. Jeff Bezos também declarou preferência pelo formato, afirmando que a palavra artificial soa pouco lisonjeira.
Conflito técnico e legislativo
A imposição do termo, no entanto, atropela a taxonomia adotada historicamente por pesquisadores e engenheiros de software. Popularizado em 2014 em livro do filósofo Nick Bostrom, o conceito de superinteligência designa sistemas hipotéticos com capacidades cognitivas muito superiores às humanas, e não modelos preditivos atuais ou ferramentas comuns de geração de conteúdo.
A medida também cria impasses jurídicos em Washington. Leis federais já aprovadas, como a Take It Down Act, continuam ancoradas na nomenclatura original, e o Congresso dos Estados Unidos não está submetido ao decreto do Executivo, mantendo propostas em tramitação que utilizam a definição tradicional da tecnologia.
Fontes
- The Verge: Trump’s attempt to rename AI is looking awfully artificial
Reportagem produzida pela redação do Flipters com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Como trabalhamos.
