Só 2,2% dos lares nos EUA pagam por IA e setor depende do prosumer, diz a16z
Relatório da Andreessen Horowitz indica que ferramentas populares migram rápido para receita corporativa, enquanto categorias tradicionais de consumo continuam sem produtos dominantes de inteligência artificial.
Por que importa. Para quem constrói produtos de IA, o levantamento mostra que cobrar assinatura direta do usuário comum ainda tem teto baixo, abrindo espaço para monetização por publicidade e uso de modelos mais leves e baratos.
A economia de aplicativos de inteligência artificial voltados ao consumidor comum ainda enfrenta barreiras estruturais de monetização e depende fortemente de casos de uso profissionais, afirmou Olivia Moore, sócia da gestora de capital de risco Andreessen Horowitz (a16z), em entrevista ao TechCrunch. Dados citados na conversa apontam que apenas 2,2% dos lares nos Estados Unidos pagam atualmente por algum serviço de IA.
Segundo Moore, a maior parte do faturamento do setor até agora provém de assinaturas e cobrança por uso de tokens, dinâmicas que se concentram no mercado corporativo e no público prosumer, formado por profissionais liberais, técnicos e desenvolvedores.
Transição acelerada para o mercado corporativo
A investidora argumenta que grande parte do que o mercado classifica como IA de consumo funciona, na prática, como ferramenta profissional. Startups como Gamma, ElevenLabs e Cursor começaram voltadas ao usuário individual, mas se tornaram negócios majoritariamente corporativos em cerca de 18 meses. Antes da IA, produtos como o Canva levavam de seis a sete anos para adotar planos empresariais.
O relatório da a16z com os 100 maiores apps de IA de consumo revela que os usuários pagantes estão concentrados em três frentes: criação de software e produtos (como Lovable, Replit e Fal), marketing digital (com geradores de anúncios como HeyGen e Higgsfield) e gestão de trabalho (como Manus, Fireflies AI e Granola).
Categorias vazias e novos modelos de receita
Moore destacou que categorias tradicionais de consumo continuam sem representantes no ranking dos 100 maiores aplicativos, incluindo redes sociais, aplicativos de relacionamento, varejo, viagens, finanças pessoais e saúde.
Para a sócia da a16z, destravar o mercado consumidor exigirá alternativas à assinatura direta paga pelo próprio usuário, como modelos gratuitos financiados por anúncios. Essa transição deve ser viabilizada pela queda no custo marginal de inferência, impulsionada por modelos abertos e versões proprietárias mais leves, como o plano Go do ChatGPT, oferecido a US$ 8 mensais.
Fontes
- TechCrunch: A16z’s Olivia Moore on the state of consumer AI
Reportagem produzida pela redação do Flipters com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Como trabalhamos.
