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Reflection AI apresenta Beam, modelo aberto de 501 bilhões de parâmetros

A startup norte-americana revelou o Beam, modelo com arquitetura MoE e janela de 1 milhão de tokens que promete raciocínio avançado com menor custo de inferência.

Capa ilustrativa da editoria Modelos

Por que importa. A chegada de modelos abertos de grande porte com foco em eficiência amplia as alternativas para times de tecnologia que buscam autonomia de infraestrutura frente a APIs fechadas.

A startup norte-americana Reflection AI revelou o Beam, seu primeiro modelo de inteligência artificial de fronteira com pesos abertos. Desenvolvido para tarefas de raciocínio, programação e agentes, o sistema adota arquitetura mixture-of-experts (MoE) exclusivamente textual, somando 501 bilhões de parâmetros totais e 23 bilhões de parâmetros ativos por requisição.

O modelo foi pré-treinado com 23,8 trilhões de tokens e suporta uma janela de contexto de 1 milhão de tokens. De acordo com a Reflection, o Beam empata em testes de raciocínio com modelos chineses de destaque, como o GLM-5.2 da Z.ai, consumindo entre três e quatro vezes menos computação durante a inferência. As métricas foram publicadas pela própria desenvolvedora e ainda não passaram por validação externa independente.

Computação pesada e foco corporativo

Criada em 2024 por dois ex-pesquisadores da Google DeepMind, a Reflection já captou US$ 4,7 bilhões com investidores como Nvidia, Sequoia Capital e Lightspeed, atingindo avaliação de mercado de US$ 25 bilhões. Para garantir a infraestrutura necessária, a empresa firmou contratos de mais de US$ 7 bilhões com SpaceX e Nebius para assegurar acesso a processadores Nvidia GB300 até 2029.

O lançamento coloca a companhia na disputa com fornecedores de modelos proprietários, como OpenAI e Anthropic, e com projetos abertos de Meta e Mistral. Em comparação com o Inkling, modelo aberto apresentado pela Thinking Machines Lab em julho, a Reflection afirma que o Beam obteve pontuações superiores em quatro avaliações de código, embora seja restrito a texto, enquanto o Inkling é multimodal.

A estratégia de negócios foca no fornecimento de sistemas para empresas e governos desenvolverem instâncias locais com dados próprios, modelo que já começou a ser testado com o conglomerado sul-coreano Shinsegae Group. Segundo a companhia, os pesos do Beam e a documentação técnica serão disponibilizados publicamente ainda neste mês por meio de provedores de nuvem e bibliotecas abertas.

Fontes

  • TechCrunch: Reflection debuts Beam, an open-weight AI model to rival Chinese models at lower compute cost

Reportagem produzida pela redação do Flipters com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Como trabalhamos.

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