Instinct aposta no WhatsApp para disputar agentes com Meta e OpenAI
Avaliada em US$ 10 bilhões, a startup dispensa aplicativo próprio e roda assistente pessoal direto em mensagens de texto para concorrer com ferramentas como Muse e Dots.
Por que importa. A estratégia do Instinct mostra uma corrida para integrar agentes a canais já usados pelo consumidor, testando se a conveniência de dispensar apps dedicados sustenta startups contra os ecossistemas das Big Techs.
O agente de inteligência artificial Instinct, desenvolvido pela startup homônima e avaliado em US$ 10 bilhões no fim de setembro, tenta se consolidar no segmento de assistentes pessoais sem depender de um aplicativo próprio. De acordo com testes e apuração publicados pelo The Verge, o produto opera inteiramente por meio de mensagens de texto no WhatsApp, no iMessage ou por e-mail, dispensando downloads adicionais.
A empresa chegou ao mercado em agosto com distribuição restrita a convites e lista de espera, sem cobrar assinaturas mensais na fase inicial. O modelo de entrada discreto foi idealizado pelo fundador Noah Shinn, ex-funcionário da Sierra, com o objetivo de centralizar a experiência em ações cotidianas e evitar interfaces tradicionais de chatbots.
Tarefas rotineiras e cofres de dados
Em vez de adotar avatares ou mascotes, como o urso do Muse da Meta ou os personagens da linha Dots da OpenAI, o Instinct responde de forma direta nas conversas. A ferramenta tem acesso a uma máquina virtual para executar rotinas que incluem agendamento de consultas, confirmação de compromissos e formulários de devolução de compras.
Para acessar contas externas, a plataforma gera links para um ambiente protegido de credenciais, o que viabiliza integrações com plataformas como Google Workspace, Slack e Notion. Nos testes do The Verge, o agente conseguiu identificar conflitos em agendas e localizar históricos de e-mails antigos para confirmar dados de profissionais de saúde, embora ainda enfrente falhas ao ler páginas com informações fragmentadas ou janelas suspensas.
Pressão por modelo de negócio
Shinn afirmou ao The Verge que a gratuidade é temporária para convidados e que a intenção é manter a ferramenta o mais acessível possível no futuro. Contudo, analistas de mercado apontam que a manutenção de um produto de alto custo operacional exigirá retorno financeiro em breve.
Avi Greengart, analista da Techsponential, destacou que o foco inicial financiado por capital de risco é crescer a base antes de definir entre receita direta ou uma aquisição. Já Greg Ireland, diretor da consultoria IDC, observou que a forte ligação desses agentes com tarefas de consumo abre espaço para publicidade e indicações patrocinadas, frente na qual o Instinct já começou a experimentar recomendações pontuais de produtos.
Fontes
- The Verge: Instinct was the buzziest AI agent around — can it survive Muse?
Reportagem produzida pela redação do Flipters com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Como trabalhamos.
