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Biohub reúne US$ 1,8 bi com Meta e Google para criar célula virtual com IA

Iniciativa sem fins lucrativos recebe US$ 300 milhões de big techs e apoio do governo dos EUA para gerar dados de simulação biológica.

Capa ilustrativa da editoria Pesquisa

Por que importa. A criação de bases padronizadas para modelagem celular atrai gigantes da tecnologia e pode baratear a triagem digital de fármacos para startups de biotecnologia e saúde.

O Biohub, organização sem fins lucrativos criada por Mark Zuckerberg e Priscilla Chan, reuniu parceiros públicos e privados em uma iniciativa de US$ 1,8 bilhão para desenvolver modelos de inteligência artificial capazes de prever o comportamento de células. Segundo o The Verge e o The Decoder, a Meta, o Google DeepMind e a startup Isomorphic Labs investiram em conjunto US$ 300 milhões no projeto.

O plano prevê a construção de bases de dados em larga escala para viabilizar simulações de uma célula virtual. Com o modelo, cientistas poderão testar perguntas e respostas biológicas no meio digital antes de avançar para ensaios de bancada, acelerando o mapeamento de patologias e a descoberta de medicamentos.

Computação federal e janela de exclusividade

Além do aporte corporativo e dos US$ 500 milhões já comprometidos pelo próprio Biohub em abril de 2026, o governo americano participa com apoio direto. O Departamento de Energia dos Estados Unidos investirá mais de US$ 500 milhões em capacidade de computação e medições laboratoriais ao longo de cinco anos. Em paralelo, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) fornecerão repositórios de projetos federais anteriores, equivalentes a mais de US$ 500 milhões, para serem padronizados para treinamento de IA.

De acordo com Alex Rives, líder de ciência do Biohub, os financiadores comerciais terão um ano de acesso exclusivo aos dados que custearam antes de eles se tornarem públicos. Já as informações geradas por verbas governamentais ficarão acessíveis sem esse bloqueio. A previsão é que o primeiro conjunto de dados fique pronto em cerca de um ano.

A movimentação acompanha uma corrida maior no setor de biotecnologia orientada por IA. Empresas como a Anthropic montaram laboratórios próprios de biologia para suporte a fármacos, enquanto a OpenAI Foundation já reservou mais de US$ 125 milhões para a aquisição de bases biológicas e médicas.

Fontes

  • The Verge: Google invests millions in Mark Zuckerberg’s efforts to create a ‘virtual cell’
  • The Decoder: Zuckerberg's Biohub leads a $1.8 billion push to build AI models that predict cell behavior

Reportagem produzida pela redação do Flipters com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Como trabalhamos.

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